Financiamento imobiliário

A Caixa lançou um financiamento imobiliário corrigido pela inflação Os juros vão de 2,95% a 4,95% ao ano, mais a inflação oficial (IPCA) Esse novo modelo só vale para novos contratos Pode ser usado para financiar até 80% do valor de imóveis novos e usados Prazo de financiamento é de até 360 meses (30 anos) A Caixa anunciou uma nova linha de crédito para a casa própria, com juros entre 2,95% e 4,95% ao ano, mais a inflação oficial do país, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor).

O anúncio foi feito nesta terça-feira (20), em cerimônia no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Na semana passada, em transmissão nas redes sociais, Bolsonaro havia dito que a Caixa anunciaria uma mudança "histórica".

Em maio, Guimarães já havia sinalizado a intenção de adotar o IPCA para novos contratos imobiliários. Para completar, na sexta-feira (16), o governo autorizou o uso do índice de inflação para reajustar as prestações do financiamento da casa própria.

Hoje contratos são corrigidos pela TR Atualmente, os contratos são corrigidos pela TR (Taxa Referencial). A Caixa cobra juros entre 8,5% e 9,75% ao ano mais TR nas suas principais linhas de crédito imobiliário, para compra de imóveis novos ou usados. Essas taxas não são válidas para o Minha Casa, Minha Vida, que cobra juros mais baixos. Como a TR é igual a zero desde 2017 devido à queda da taxa Selic, na prática os juros do financiamento imobiliário ficam limitados à taxa prefixada pela Caixa.

Cliente poderá escolher entre os dois modelos O cliente poderá escolher entre o modelo atual, que cobra juros entre 8,5% e 9,75% ao ano mais TR, e o novo modelo, com juros entre 2,95% e 4,95% ao ano mais IPCA. O presidente da Caixa apresentou uma simulação: Imóvel de R$ 300 mil, com financiamento de 80% do valor (R$ 240 mil) por 30 anos: Modelo atual, corrigido pela TR: prestação de R$ 3.168 Modelo novo, corrigido pelo IPCA: prestação de R$ 1.566 a R$ 2.050, dependendo do perfil do cliente e do relacionamento com o banco.

Outros bancos estudam uso do IPCA Procurados pelo UOL, os bancos Itaú, Santander e Banco do Brasil informaram que ainda estão estudando a possibilidade de uso do IPCA como índice de correção dos contratos. Por enquanto, não há nada definido nesse sentido. O Bradesco disse que "deve operar com esta nova linha atrelada ao IPCA e está avaliando as condições". O Banco do Brasil aproveitou a ocasião para anunciar uma redução nas taxas praticadas nos contratos com correção pela TR. A taxa mínima passou a ser de 7,99% mais TR para contratos com prazo de até 5 anos.


Fonte: UOL.